Que o ser humano é indiscutivelmente inconformado, todos sabemos. O que não deixa de ser uma bela virtude, resignação em excesso leva à estagnação... O problema é que junto com o inconformismo sempre vem algum sentimento ruim, uma insatisfação que corrói, um incômodo que não passa. Se alguém me dissesse há alguns anos que eu trabalharia em casa, com horário flexível, salário justo e com línguas estrangeiras, eu certamente diria: "Não poderei ser mais feliz". Hoje eu digo: "Não é exatamente isso que quero profissionalmente..."
O problema está em saber o que quero exatamente, afinal. Acho que não consigo passar mais de 6 meses trabalhando com um horário fixo, a menos que seja em algo muito interessante. Meu espírito livre não se acostumaria a limitações de tempo e espaço (claro que a necessidade é que manda, mas na atual conjuntura isso me faria mal). Futuramente, imagino que eu esteja trabalhando com duas ou três coisas ao mesmo tempo... dando aula, traduzindo, pintando, mergulhando... quem poderá saber?
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