segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O futuro não é mais como era antigamente...

Que o ser humano é indiscutivelmente inconformado, todos sabemos. O que não deixa de ser uma bela virtude, resignação em excesso leva à estagnação... O problema é que junto com o inconformismo sempre vem algum sentimento ruim, uma insatisfação que corrói, um incômodo que não passa. Se alguém me dissesse há alguns anos que eu trabalharia em casa, com horário flexível, salário justo e com línguas estrangeiras, eu certamente diria: "Não poderei ser mais feliz". Hoje eu digo: "Não é exatamente isso que quero profissionalmente..."
O problema está em saber o que quero exatamente, afinal. Acho que não consigo passar mais de 6 meses trabalhando com um horário fixo, a menos que seja em algo muito interessante. Meu espírito livre não se acostumaria a limitações de tempo e espaço (claro que a necessidade é que manda, mas na atual conjuntura isso me faria mal). Futuramente, imagino que eu esteja trabalhando com duas ou três coisas ao mesmo tempo... dando aula, traduzindo, pintando, mergulhando... quem poderá saber?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O tal espírito natalino...

Não, eu não gosto de Natal. Não, eu não sinto o tal espírito natalino. Não, Jesus não é meu ídolo e eu não vou dar "Feliz Natal" para ninguém. "A vida é dura", já diria o Lourenço (é, talvez o Lourenço seja o meu ídolo!)... até mais.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Suspensão

Sabe quando você tem um trabalho muito grande e programa todos os dias para conseguir cumprir o prazo? Temporariamente, sua rotina passa a ser: acordar, traduzir, tomar banho, traduzir, comer, traduzir e assim vai... O problema desse tipo de trabalho não é nem a execução em si, mas é o término. O que fazer no intervalo entre acordar, tomar banho e comer? Suspensão. Você simplesmente não sabe o que fazer e fica com uma sensação terrível de vazio por ter esquecido o que existe além da tradução.
Quase como terminar um relacionamento de anos... sad but true!

Iniciando...

Tradutor é um bicho solitário. Precisa, por vezes, entre uma tradução e outra, contar os percalços de sua vida profissional (e não profissional também) e quase nunca há por perto quem se interesse. Professores, por exemplo, têm a "sala dos professores", onde, entre uma aula e outra, contam suas lamúrias e alegrias entre seus iguais.
Espaço de compreensão mútua, entende?
Pois é, eis aqui a justificativa para a criação deste blog (que eu espero sinceramente não perecer no tempo virtual por falta de atualização!).

Amigos, tradutores ou não, sejam bem-vindos!

Abraços.